Compensado de bambu pode ser usado em construções no Acre
Prestes a se formar no curso de engenharia florestal da Universidade
Federal do Acre (Ufac), Daniel Nascimento, de 28 anos, começou, há 4 anos, a
desenvolver uma pesquisa com a aplicação de bambu na produção de compensado. Os
estudos foram feitos a partir do trabalho já desempenhado pela Fundação de
Tecnologia do Acre (Funtac), que analisa e mapeia as espécies dessa vegetação
no estado há, pelo menos, seis anos.
O estudante explica que, para a produção do compensado, o bambu é
cortado em ripas, colado e prensado. Quando iniciou os estudos, a tentativa foi
utilizar esse produto na construção de piso, mas não alcançou o resultado
esperado. Somente com o aprimoramento, em 2012, foi verificado que em
divisórias internas o compensado poderia funcionar de forma mais satisfatória,
após análises de como o material se comportaria no ambiente.
“Eu primeiro desenvolvi um projeto junto ao laboratório da Funtac para
ver se seria viável a utilização do bambu em piso, mas o resultado não foi como
o esperado. Fomos evoluindo os estudos e veio a sugestão de utilizar na
condição de forros e divisórias”, lembra.
Inicialmente, foi utilizada na pesquisa uma espécie de bambu gigante,
mas depois optou-se pela taboca, devido à predominância no estado. Segundo
Daniel, em praticamente todo o Acre a planta pode ser encontrada. Além disso, é
considerada um problema para os produtores rurais.
“A taboca é, realmente, o que se encontra mais abrangente em
praticamente todas as localidades do estado, inclusive, no Peru e na Bolívia.
Então, pensamos em usar algo que temos em abundância. E, para o produtor da
zona rural, a taboca é uma praga, porque toma a área de pastagem”, explica o
estudante
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